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Três sonhadores:
José Guilherme Pereira Caldas, Matheus Miranda Barbosa e Francisco Gomes de Amorim.

TRIPULAÇÃO

A tripulação está formada por três sonhadores: José Guilherme Pereira Caldas, Matheus Miranda Barbosa e Francisco Gomes de Amorim.

José Guilherme Pereira Caldas, nasceu em Lisboa há 45 anos e já ilustre médico. Viveu boa parte da sua juventude em Luanda, onde seu pai, igualmente médico, e brilhante, fundou a cadeira de radiologia na recém criada Faculdade de Medicina de Luanda. Radicado no Brasil há mais de trinta anos, José Guilherme é hoje Professor Livre Docente da Faculdade de Medicina da USP - São Paulo. Grande amante do desporto e dos desafios é destaque no meio científico internacional da sua especialidade, neuroradiologia, e um muito competente e animado professor, bem como um ótimo e alegre companheiro de aventuras.

Veleja há muitos anos. As histórias das suas navegações dariam, por si só, um ótimo livro! Quase sempre a navegar pela costa do Brasil, onde, boa parte em solitário, a proa dos seus barcos cortou já algumas dezenas de milhares de milhas. Revisitar Angola é sonho de longa data.

Matheus Miranda Barbosa, 29 anos, é médico da mesma especialidade e assistente do “mestre” no Instituto do Coração de S. Paulo, Brasil. O Matheus é mineiro de Governador Valadares, grande e forte atleta, um metro e noventa e noventa e tantos quilos de peso “limpo”. Foi duas vezes campeão mundial de jiu-jitsu, de peso e absoluto; tem medalhas de ouro, prata e bronze em inúmeros torneios nacionais e internacionais. Treinado ainda no interior da Amazônia, tenente médico do corpo de pára-quedistas, a sua constituição física é um garante suplementar a todo o esforço físico que uma travessia oceânica exige de uma reduzida equipa.

Entusiasta pelo desporto abraçou a idéia desta travessia com toda a sua energia, apesar de ser marinheiro de primeira viagem! Quem o conhece, garante que tem um espírito aventureiro desde o berço e que não poderia perder esta oportunidade de fazer esta viagem, visto a sua raridade e o número de pessoas que atravessaram o Atlântico. Logo nomeado “levantador oficial de velas” a sua capacidade de força quase dispensa as catracas! Magnífico.

Francisco Gomes de Amorim é o “historiador” do acontecimento, nomeado cozinheiro pelo “comandante” mas chamado de tio para facilitar a comunicação. O Francisco nasceu em Portugal e foi para Angola em 1954, donde saiu para o Brasil vinte e um anos depois. Entretanto viveu um pouco mais de três anos também em Moçambique. Hoje aposentado, 73 anos, oito filhos e dez netos, rejuvenesceu com o projeto, foi até preparar-se numa academia, fazer musculação e procurar ganhar alguma resistência extra para o embate de pelo menos uns quarenta dias de mar!

Se quiser ficar a conhecer um pouco mais sobre o Francisco, sempre pode visitar o seu site na Internet: http://paginas.terra.com.br/arte/fgamorim

Seria uma grande indelicadeza não referir o marinheiro que mais horas tem dentro e fora do “Mussulo” quer este esteja a navegar ou no cais. O experiente e dedicado marinheiro Pereira! Experiente, dedicado e está-nos a parecer um tanto sofrido por não poder acompanhar-nos nesta viagem. Se meia hora antes da largada lhe dissessem para embarcar, ele largaria tudo e realizaria também o sonho dele.

A dificuldade é que o barco, em viagens longas está bom para três tripulantes. Um quarto seria demais. Saravá Pereira. Não vamos esquecer-nos de você durante todo o percurso!


Mussulo: Abraço à vela
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